sábado, 29 de setembro de 2012

Resumo de Pregação Ministrada


                                               

                                                  Subordinada ao Tema; O Adorador
  
                                                          Lucas 17;11-19

Somente Lucas descreve este acontecimento da cura dos dez leprosos. Lucas é o Evangelho mais pormenorizado, pois se preocupou em investigar e registrar tudo o mais metodicamente que lhe foi possível. Segundo a tradição, Lucas evangelizou o sul da Europa e foi martirizado na Grécia aos 84 anos de idade. Por falta de cruz, foi pregado numa figueira.

Jesus estava indo a Jerusalém para ser crucificado. No caminho, passando pela Galiléia e Samaria, entrou numa aldeia (17.11,12). Era um pequeno povoado, tão insignificante que nem o seu nome foi citado.

Na entrada da cidade, Cristo encontrou dez leprosos, os quais pararam de longe. Por que eles não se aproximaram? A lei determinava que o leproso ficasse isolado da sociedade por causa do seu mal contagioso (Num. 5.2). Logo que a doença era diagnosticada, ele perdia a família, os amigos, o emprego e os bens. Certamente, perdia também a auto-estima e a alegria de viver. A lepra, doença que, no decorrer do tempo deformava as pessoas que, naquela época em que Jesus andava pela terra, causava a morte de muita gente. Doença silenciosa; ainda existe neste nosso mundo. Atinge as pessoas sem que estas percebam. Ela causa uma insensibilidade na pele no início e, por não sentir no contato, nem calor e nem frio, mesmo muito quente ou muito gelado. Devido a isso, quando a pessoa se machuca, não percebe e, começa aí, um processo infeccioso que vai apodrecendo o tecido, causando muitas deformações, deixando um mau aspecto para quem o observa. Por isso, naquele tempo, os leprosos (como os chamavam), eram terrivelmente, discriminados e colocados à margem do meio em que viviam, existindo para tanto, locais bem distantes, onde eles eram execrados, aguardando a morte e, lá mesmo se consumindo. Quando tinham necessidade de ir à cidade, eram obrigados a passar por locais pré - determinados, a fim de não contaminarem as outras pessoas e, levavam consigo um sino que iam tocando e gritando:- “está passando um leproso”.


Quantas vezes nós, cada um com as suas doenças e problemas, imitamos esses homens, cheios de defeitos e erros; cheios de orgulho e vaidades; vivendo com problemas e brigas dentro das nossas próprias famílias, empregos, escolas e até mesmo na sociedade com raiva e até ódio às vezes, criando na nossa vida “uma lepra” que destrói a alma e, quando nos encontramos com a verdade e queremos retomar a vida normal, a vida que nos realiza como filhos e filhas do Criador; rogamos e imploramos que Ele nos socorra nos ajude, nos salve.
Hoje, da mesma forma, muitas pessoas se encontram arrasadas, sem Deus, sem paz, sem esperança. Precisam encontrar Jesus com urgência. Ali estava um grupo de dez leprosos que encontraram Jesus. Aliás, foi ele quem os encontrou. Eles jamais poderiam fazer uma caravana rumo a Jerusalém em busca de Jesus. Seriam impedidos com violência pela população. Entretanto, Cristo foi àquela cidade por causa deles. Contudo, suas vidas mudaram completamente porque tiveram um encontro com Jesus. Nenhum outro podia curá-los, mas Cristo podia. Ele á a única esperança para Você, para mim, para nós.

O texto mostra que aqueles leprosos sabiam quem era Jesus. As notícias já tinham chegado àquele lugar. Entretanto, não basta ter informações sobre Cristo. É preciso conhecê-lo. Eles criam que Jesus podia curá-los, mas a fé precisa ser colocada em ação. Por isso clamaram: "Jesus, Mestre tem misericórdia de nós" (17.13).
Então, o Mestre lhes deu uma ordem: "Ide, e mostrai-vos ao sacerdote" (17.14). O sacerdote era responsável pelo diagnóstico. Era ele quem podia confirmar a cura. Aqueles homens, ainda leprosos, precisavam obedecer para serem abençoados, e não o contrário. Sua fé precisava estar além das evidências visíveis. Ainda tinham todos os sintomas da doença, mas deviam obedecer à voz do Mestre, sem questionamentos. Quem sabe naquele momento um deles se olhou e disse aos outros: “Mas nós ainda estamos leprosos, ainda não fomos curados. Porque então devemos nos dirigir ao templo e ao sacerdote, correndo o risco de adentrarmos na cidade e sermos violentados pela população?” O segredo do Milagre é a Obediência. Quando obedecemos mesmo que os nossos olhos não consigam ver fisicamente a concretização da promessa, em seguida a resposta chega.

A obediência demonstra a fé. "E, indo eles, ficaram limpos" (17.15). Não adianta crer e ficar parado. Em muitas situações, a ação deve acompanhar a fé. Então, os dez leprosos foram curados.

Vendo que estava limpo, um deles voltou para louvar (17.15), agradecer (17.16) e adorar (17.16), prostrando-se perante Jesus. Ele glorificava a Deus em alta voz. Louvando ao Pai, reconhecia que em Jesus operava o poder de Deus. Imediatamente, Jesus perguntou pelos outros nove que foram curados. Não voltaram para agradecer. Cometeram o pecado da ingratidão. Jesus valoriza o louvor, as ações de graças, a adoração, mas, acima de tudo, ele queria ver aquelas pessoas perto dele, rendidas aos seus pés.

Onde estavam os nove? Foram se mostrar ao sacerdote receberem o atestado de cura, cumprir as exigências de a lei ficar em reclusão até a confirmação da cura e liberação social pelo sacerdote e correram para retornarem a normalidade de suas vidas; talvez tenham ido à procura da família, do patrimônio, dos amigos. Foram procurar um emprego, etc. Não tinham mais tempo para Jesus. Talvez pensassem que não precisavam mais dele. Para eles, Jesus era um abençoador, um curandeiro. Sabiam que ele era Mestre (17.13), mas não estavam interessados em seus ensinamentos. Queriam apenas a benção, o benefício físico, pessoal e imediato. Muitos são abençoados e logo se afastam de Deus.

O ex-leproso que voltou demonstrou um nível maior de fé e reconhecimento. Hoje, muitas pessoas são curadas, abençoadas, mas poucas querem estar aos pés de Jesus. Poucos querem ter compromisso com ele, servindo-o como Rei, como Deus e Senhor. Cheguemo-nos a Deus, não apenas por necessidade, mas por gratidão.

Jesus disse àquele homem: "Levanta-te e vai; a tua fé te salvou". Agora, ele podia ir e fazer tudo o que os outros fizeram. Podia recuperar a normalidade de sua vida, mas de uma forma muito mais gloriosa do que os nove companheiros. Ele podia testificar que foi, não apenas curado, mas salvo. Podia dizer que viu Jesus, não de longe, mas de perto. Seu testemunho seria completo e eficaz. Foi transformado de corpo e alma. Recebeu benefícios temporais e também eternos.

Onde estão os nove? O Senhor procura aqueles que um dia foram abençoados e hoje estão distantes dele. É tempo de voltar, prostrar-se aos pés do Mestre, adorando-o de todo o coração.

Tome essa atitude agora, levante-se, Jesus te espera!
Em nome de Jesus Seja (um) verdadeiro adorador!

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