domingo, 12 de agosto de 2012

“O Ano em que morreu o rei Uzias”


 A soberba precede a ruína – Provérbios 16.18.

Leia Isaías 6. 1- 13.

Palavra ministrada em 05/08/12

ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO SANTOS

A PUREZA E A PREEMINÊNCIA DO SENHOR

Foi no ano em que o rei Uzias morreu que o profeta Isaías viu o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono. Perguntamo-nos a nós mesmos se isto foi mera coincidência ou será que o momento foi escolhido por Deus? Foi planejado por Deus e por um propósito. O contraste entre o Senhor e o rei Uzias e  entre o Senhor e Isaías era grande demais para ser medido.
O nome Uzias significa “O Senhor é a minha força”, enquanto Azarias significa “A quem o Senhor ajudou”.

O Reinado de Uzias.

O reinado de Uzias durou 55 anos, em 791 a 740 a.C. um dos reis de Judá que reinou por mais tempo. O seu reinado terminou. Uzias, sendo mortal, morreu. O seu filho, Jotão, reinou em seu lugar. As rédeas de governo passaram a outro.
O Senhor Deus não ocupou o trono do Universo por cinqüenta anos, nem por quinhentos anos. O reinado de Uzias começou e terminou, mas o Trono de Deus é eterno. Ele não começou a reinar e o Seu reino nunca terminará. Deus é eterno como é o Seu trono. Deus não é um ser mortal. Por isso, nunca será vencido pela morte. O seu reino nunca passará para outra pessoa.
Lemos que Uzias começou a prosperar, o seu renome a espalhar-se até a entrada do Egito e se fortaleceu (2 Crônicas 26. 5,8,16). Uzias tinha um exército composto de vários regimentos. Dois mil e seiscentos valentes comandavam estes regimentos. O exército em si era formado de 307.000 homens, todos eles homens de grande coragem (2 Crônicas 26. 11-13).
A sua prosperidade e força vieram do Senhor. O rei de Judá era conhecido por dois nomes, Azarias e Uzias, e estes nomes indicam a origem da sua força, pois, “Azarias” significa “Jeová ajuda” e “Uzias” significa “força de Jeová”. 
Ninguém jamais fortaleceu o Senhor Deus, pois é Onipotente. Ninguém pode acrescentar nada àquilo que Deus possui, pois é o Dono de tudo. Tudo pertence a Ele, a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. (Salmo 24.1). O Deus Soberano tem à Sua disposição e ao Seu mando, um exército muito mais numeroso que o de Uzias. Uma multidão de anjos anunciou o nascimento do Salvador, mas era apenas parte da milícia celestial.
O rei Uzias não tinha o direito de estar e nem de ministrar no Lugar Santo para oferecer incenso. Era rei, escolhido para empunhar o cetro e usar a coroa real e governar a nação de Judá. Porém, não era sacerdote muito menos Levita, com o direito de levar o incensário ou usar uma mitra.  
Por causa da sua presunção e orgulho Uzias foi ferido por Deus e ficou leproso até ao dia da sua morte. Foi excluído do Templo e habitou numa casa “separada”.  A concordância indica que era um tipo de hospital. A raiz da palavra “separada” dá a idéia de “livre”. O rei Uzias foi obrigado a viver isolado e privado de todas as suas funções e responsabilidades reais.
O Deus que Isaías viu nunca será expulso do céu como Uzias foi do Templo. Nunca virá a hora em que Deus será exonerado das Suas responsabilidades divinas.
Azarias e mais oitenta sacerdotes protestaram à presença do rei  Uzias no Lugar Santo, mas os Serafins atestaram o valor, excelência daquele que ocupava o Trono no céu e, proclamavam uns aos outros: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos”.

 O Profeta

A visão que Isaías recebeu foi oportuna, pois ele viu a majestade do Senhor. A visão da magnificência do Senhor levou Isaías a ver a sua própria insignificância. A pureza do Senhor fez com que Isaías reconhecesse a podridão do seu próprio coração.
Isaías admitiu que fosse “um homem de lábios impuros”. A sua linguagem era poluída, a sua conversa impura, as suas palavras não sadias e de caráter duvidoso. Além de ser um homem de lábios impuros, ele vivia no meio dum povo de lábios impuros.
O profeta viu o Senhor vivendo numa cena absolutamente pura e perfeita e entre seres angelicais que jamais pecaram e que pelas suas ações e postura reverente demonstravam grande respeito para com o Ocupante do Trono celestial. Os serafins no céu nunca pecaram. Anjos podem pecar e alguns já pecaram, mas os que continuam no serviço do Senhor não pecaram. O Deus que Isaías viu é Santo, é-Lhe impossível pecar.
Antes de receber a visão, Isaías tinha prazer em denunciar os outros. Capítulo 5 registra os “Ais” de denúncia de Isaías. Porém, ele reconheceu que para transmitir a mensagem divina, ser enviado da parte de Deus é absolutamente necessário que os lábios do profeta sejam purificados. 

Sentir o toque da brasa do Altar.

Isaías, visualizando aquele serafim, vindo com a brasa viva, vermelha, fumegante, em minha direção. Ele vai colocar esse troço quente na minha boca! Se já dói horrores quando bebo um café quente ou tomo a sopa sem soprar antes, trabalho em uma Aciaria participo e vejo o processo siderúrgico quando temos um amigo ferido com aço liquido fumegante em chamas é assustador a casos de haver até mesmo morte quanto mais à dor causada pela brasa a brasa viva! Ela está inflamada de tanto calor. Será uma queimadura de último grau!
Vivemos a pedir a Deus que nos mande Seu fogo. Mas o fogo não fica apenas tremulando no altar. Ele queima e consome. Ele precisa ser realimentado por carvão e madeira. Ele tem de ser mantido vivo. E, por isso, ele está sempre consumindo tudo o que toca. A brasa viva, tirada do altar com uma tenaz, está por tocar a boca do profeta e isso tem um propósito: queimar o pecado que ele mesmo assumira, minutos antes.
Receber o fogo significa ser purificado. E isso dói. Tem de haver o toque quente do fogo para que o pecado seja tirado. Ele está por demais entranhado na boca. Não vai sair com uma lavadinha, como aquelas que a mamãe ameaçava dar, com sabão de coco, quando a gente, criança, falava uma palavra feia. Este tipo de sujeira precisa de outro nível de purificação.
Isaías, sabedor disso, pode ter sido tentado, como eu seria, a colocar a mão na boca e evitar o toque da brasa. Mas a visão da santidade de Deus é tamanha que não lhe permite fugir a seu pecado ou ao toque. Ele aceita a dor de ser queimado para que o pecado seja extirpado. Ele aceita queimar, pois só assim poderá encher-se do Espírito. Isaías teve sua boca tocada pelo fogo; João Wesley sentiu aquecer o coração; Elias teve seu sacrifício consumido pelo fogo do céu. E todos eles tiveram um ministério em chamas para Deus. Quer ver o fogo no altar? Deixe-se queimar!
Senhor, apenas depois de ser tocada pelo fogo desta brasa, será possível ouvir-Te dizer: A quem enviarei? E quem há de ir por nós? Se assim é, dá-me coragem para enfrentar o Teu fogo purificador, a fim de que minha vida sirva como instrumento Teu para resgatar a mim mesma e a outras vidas do fogo eterno. Em nome de Jesus, amém!

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