quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dizímo



Introdução  

Dízimo significa a décima parte de algo, paga voluntariamente ou através de taxa ou imposto, normalmente para ajudar organizações religiosas judaicas ou cristãs. Apesar de atualmente estar associada à religião, muitos reis na Antigüidade exigiam o dízimo de seus povos.Hoje, os dízimos são normalmente voluntários e pagos em dinheiro, cheque ou ações, enquanto historicamente eram pagos na forma de bens, como com produtos agrícolas. Alguns países europeus permitem com força de lei que instituições religiosas instituam o dízimo como obrigatório.

Origem do dízimo religioso

O dízimo nas religiões abraâmicas foi instituído na Lei de Moisés, estipulado para manter os sacerdotes e a tribo de Levi, que mantinha o Tabernáculo e depois o Templo, já que eles não poderiam possuir herdades e territórios como as outras tribos. Também dízimo que era dado em forma de mantimento era usado para assistir os órfãos, viúvas e os pobres. Depois da destruição do Templo no ano 70 DC a classe sacerdotal e os sacrifícios foram desmantelados, assim os rabinos passaram a recomendar que os judeus contribuissem em obras caritativas.


Devemos esclarecer a doutrina Bíblica do dízimo por se tratar de um assunto muito importante para o sustento
da obra de Deus e da mordomia cristã, ou seja, do serviço e consagração da vida e dos bens do salvo a Deus. 
 É necessário um esclarecimento,  também, por causa de escritos errados de algumas pessoas que, apesar de terem  boa  posição  em  outras  áreas,  estão  cometendo  o  erro  sério  de  negar  o  dízimo  e  criticar  os  que  o defendem como abusadores do povo de Deus. 
Talvez por  causa do abuso em muitas denominações, muitos  têm partido para o outro  extremo,  negando  totalmente  este  ensino. Os opositores do dízimo precisam de contorcionismos  teológicos para negar que o dízimo é um ensino e princípio claro nas Escrituras. Vejamos,  portanto,  8  provas  Bíblicas  e  claras,  que mostram  que  a  prática  de  dar  o  dízimo  é  uma  doutrina evidente no Novo Testamento e deve ser obedecida por todo o crente fiel.

O texto clássico

Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha  casa;  e  provai-me  nisto,  diz  o  SENHOR  dos  exércitos,  se  eu  não  vos  abrir  as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. Ml 3.8-10 Este é o  texto clássico usado para ensinar aos membros da  igreja a prática do dízimo, isto é, a entrega à  igreja de 10% do salário bruto mensal. É concordância generalizada entre os evangélicos que o dízimo não é dado, mas sim “devolvido” a Deus. Doutrina,  por  mais  atrativa  que  seja,  não  pode  ter  sua  autoridade  respaldada  pela experiência. O  texto  sagrado deve  ser o  único pilar  sobre o qual  se  assenta o  ensino.
Qualquer outro alicerce deve ser considerado supérfluo e indesejável. Sabemos também que  a  doutrina  não  pode  ser  baseada  num  único  texto.  É  necessário  que  haja  uma concordância com outras partes do Livro Santo. Examinemos  se o dízimo,  tal como é ensinado acima, confirma-se à luz das Escrituras.


O dízimo foi instituído antes da lei: 
O dízimo está acima da Lei?

Em Gen  14:20,  ou  seja,  na  dispensação  da  Promessa  (ou  dos  Patriarcas), Melquisedeque  (tipo  do  Senhor Jesus  Cristo  no  Velho  Testamento)  recebeu  o  dízimo  de  Abraão.  Vejamos  que  este  fato  aconteceu aproximadamente  600  anos  antes  da  lei  ser  dada,  portanto  o  argumento  dos  avarentos  de  que  o  dízimo pertence  à  lei  é  totalmente  descabido.  Em  Heb.  7:5-9  vemos  a  confirmação  desse  fato  e  não    uma  só referência que o mesmo tenha sido abolido. Em Gen. 28:22 temos Jacó também dando o dízimo. Existe uma passagem  em Gênesis 14.20 – E de  tudo  lhe deu Abrão o dízimo – que é usada para defender a prática do dízimo como supra-legal, ou seja, acima da  lei. Eis o argumento:  Abrão  deu  o  dízimo  a  Melquisedeque,  rei  de  Salém,  antes  da  Lei  ser estabelecida. Logo o dízimo  é  antes da Lei. Portanto o dízimo perdura  após o  fim da Lei. O dízimo foi cobrado por Deus: Lev. 27:30, Num. 18:24-28; Mal. 3:8-10, pois tudo é dEle não apenas 10%: Em Sal.  24:1  e  em  1Co.  10:26,  28    aprendemos  que  tudo  pertence  a Deus.  Isso  inclui  o  corpo,
talentos e  todos os bens do salvo. Na verdade é uma maravilha e bondade dO Senhor pedir apenas 10% da nossa renda para a aplicação direta no sustento da igreja local.


O Novo Testamento ensina a prática do dízimo?

 O dízimo nunca foi abolido no Novo Testamento, pois o ministério de preservar e pregar a Palavra de Deus continua: Luc. 10:7: No Velho Testamento havia a necessidade de manter o serviço de Deus quer ao oferecer  sacrifícios, quer no Tabernáculo  e  depois  no  Templo  e  incluindo  a  preservação  e  pregação  da  Palavra  de  Deus.  No  Novo Testamento, este serviço foi transferido para as igrejas locais que são chamadas "colunas da verdade" que tem suas despesas mensais como por exemplo, a manutenção de missionários e o salário do pastor. O dízimo foi confirmado pelo Senhor Jesus Cristo no Seu ministério: Mt. 23:23; Lc. 11:42; 1Co. 9:13-14: Dois terços de todas as parábolas contadas pelo Senhor Jesus teve o dinheiro com o assunto. Isso não é uma coincidência, porque muitas pessoas têm o dinheiro como um "deus".
 Em 1Co. 16:2., o princípio das ofertas é o mesmo do dízimo: Note que nas ofertas o princípio "conforme a sua prosperidade")  foi usado. Em 2Co. 8:1-4; Gál. 6:6; 1Ti. 5:18 temos o salário do pastor que era pago com os dízimos. O dízimo é um princípio e não apenas um mandamento. Aquele que nega o dízimo está colocando Deus de  fora da equação como  fez o homem  rico da parábola em Luc. 12:15. Ali vemos que aquele homem prosperou, mas ele não tinha tempo para Deus, por isso foi chamado de louco.O apóstolo Paulo organizou uma grande coleta para os necessitados da Judéia. As duas epístolas aos Coríntios trazem referência a esta coleta: Quanto à  coleta para os  santos,  fazei vós  também como ordenei às  igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme  a  sua  prosperidade,  e    juntando,  para  que  se  não  façam  coletas quando eu for. 1 Co 16.1-2 Nos  capítulos  8  e  9  de  2  Coríntios,  Paulo  desenvolve  seu  ensino  acerca  das contribuições.  Estes  textos  se  referem  à  alegria  da  contribuição,  à  generosidade,  à liberalidade, à presteza em ofertar: E  isto afirmo, aquele que semeia pouco pouco  também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará.  (9.6)

                O dízimo é um princípio e não apenas um mandamento.
 
Aquele que nega o dízimo está colocando Deus de  fora da equação como  fez o homem  rico da parábola em Luc. 12:15. Ali vemos que aquele homem prosperou, mas ele não tinha tempo para Deus, por isso foi chamado de louco.
Uma mera oferta não se qualifica para o caráter de compromisso, continuidade, pontualidade e periodicidade que  o  trabalho  de Deus  requer  para  o  sustento  continuado,  periódico  e  initerrupto.  Somente  o  dízimo  pode suprir esta necessidade. Muitos não querem dar o dízimo para que a sua atitude errada de não se submeter à igreja local seja revelada. Muitos dão o dízimo ao seu "bel prazer" entregando-o a "Sociedades Bíblicas" ou a "Seminários", a "Ministérios" etc...  Isso é um erro grave pois não é esse o plano de Deus para proclamar o Evangelho. A nenhuma dessas instituições O Senhor Jesus deu a grande comissão em Mat. 28, mas somente à Sua igreja e a mais ninguém. 




Dízimo sob a ótica protestante

Também está registrado no contexto, esses dízimos deveriam ser instrumentos de auxílio social, notadamente para os levitas, estrangeiros, órfãos e viúvas. Os próprios sacerdotes, devido a um afroxamento no rigor de cumprir a Lei e desvios na conduta dos homens que cuidavam do serviço sacerdotal, foram avisados e amaldiçoados por Deus, no ministério do profeta Malaquias. E foram advertidos que se não mudassem de comportamento em relação às ofertas e ao dízimo, Deus tornaria as suas bênçãos em maldição e mandaria o anjo do Senhor para preparar os Seus caminhos a fim de que viesse Jesus Cristo com uma nova doutrina. os protestantes  utilizam-se de várias formas para a manutenção, como ofertas voluntária doações associações, etc.: Mas mesmo assim a prática do dízimo é empregada hoje por várias denominações pentecostais ou neo-pentecostais.


Conclusão

Todos  os  cristãos  por  ocasião  de  sua  convivência  de  fé nas palavras das   Escrituras  Sagradas  do  Velho  e  do  Novo  Testamento  são  a Palavra de Deus e a única regra de fé e pratica.  a doutrina bíblica do dízimo nunca prejudicará  a vida da  igreja  e nem se quer de seus membros e que  a verdade  jamais  será perniciosa; pelo contrário, se  tivermos a determinação de ensinar que os membros são livres para dar ou não dar, que não há patamar mínimo exigido, que Deus ama a quem
  com  alegria,  que  devemos  ser  generosos,  guardar-nos  da  avareza,  ser  prontos  em repartir,  acumular  tesouros no  céu...  Deus  responderá derramando  sobre a Sua  igreja bênçãos sem medida. Só porque a palavra não é freqüente no Novo Testamento não é argumento válido,  o princípio do dízimo está claro. Outras palavras nem sequer ocorrem no Novo Testamento, mas são doutrinas inquestionáveis como
Trindade; Depravação Total, etc.  
O fato de que algumas  pessoas não sofrem ainda com o devorador (Mal. 3:9, 11), que Deus mandou como um castigo para os  ladrões que negavam o dízimo do Senhor,  isso não significa que elas não estão  roubando a Deus.Quem nega o dízimo e dá o dízimo ou mais do que o dízimo está sendo hipócrita; Quem nega o dízimo, geralmente dá menos do que o dízimo. Está sendo avarento; Quem não tem competência para viver com 90%, não tem para viver com 100%.  90% com Deus é infinitamente melhor do que 100% sem Deus.


Bibliografia:

Pr. Pedro Almeida.
Túlio Cesar Costa Leite.
O Pensamento Econômico e Social de Calvino.
Comentários aos Cinco Livros de Moisés.
Wikipédia, a enciclopédia livre.



3 comentários:

  1. Muito Interessante esse assunto parabéns!

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  2. acho que vc tem que se aprofundar em malaquias Pr.

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  3. Ok Agradeço os comentários Deus os abençoe!!!!

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